Tendências e desafios de um novo mercado de resseguros

Em sua 1ª edição de 2021, a TV Resseguro, programa da GRTV, canal voltado para o gerenciamento de riscos, recebeu o diretor presidente da C6 RE e presidente da ABECOR, Eduardo Toledo, a CEO South America & Regional Head of Distribution Ibero- Latan at Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Gláucia Smithson e o CEO Brazil na Guy Carpenter, Pedro Farme. Apresentado pelo jornalista especializado em seguros, Paulo Alexandre, o programa tem como comentarista o Consultor Econômico, Francisco Galiza.

Na área de seguros muito se tem questionando sobre as tendências, como novos produtos, comportamento do consumidor, entre outros pontos. No setor de resseguro não é diferente. Para ilustrar esse cenário, Galiza compartilhou um trabalho que versa sobre as seis tendências do mercado de resseguro e discute qual será o papel das seguradoras.

“A discussão é ampla e uma questão que é importante ser analisada pelos especialistas é até que ponto o setor de resseguro vai sair mais atrativo, mais fortalecido depois de todos esses movimentos que a gente está enfrentando. O que todos querem saber: quais serão os desafios e as oportunidades para esse mercado nos próximos anos?”, questionou o consultor.

Quanto às principais tendências do resseguro no Brasil e no mundo, Gláucia destaca a especialização. “Nós somos especializados em grandes riscos, riscos as propriedades, financeiros, de responsabilidade. Algumas grandes resseguradoras em vida ou em outros nichos. Então aqui especialização é tudo”, disse. Na opinião da executiva, hoje é possível trabalhar com mais inteligência e oferecer mais suporte e prevenção de riscos ao mercado, além de ajudar mais as seguradoras. A prevenção ao dano é mais importante ou tão importante quanto o suporte dado após um sinistro, reclamação ou perda.

No que diz respeito à atratividade do mercado de resseguros após a crise pela qual estamos passando, Pedro Farme ressalta que para se falar de atratividade é fundamental levar em consideração todo o impacto humanitário e social da crise. “Quando falamos de atratividade temos que analisar para quem. Porque para os acionistas, sem dúvida, o mercado vem demonstrando uma recuperação muito forte quando a gente olha uma rápida cesta de sete empresas entre lideranças do mercado de corretagem de seguros e resseguros. A gente vê um crescimento médio 166% da valorização destes papéis ao logo do último ano, com picos de até 214%”, explicou.

Eduardo Toledo, destacou os pontos altos do bate-papo. “Discutimos aqui diversos temas interessantes, como por exemplo, as ferramentas e serviços de prevenção e mitigação de riscos que ajudam na antecipação de perdas, as tecnologias que realizam a inspeção remota de riscos, a recuperação do mercado e as ferramentas originárias do mercado de capital que fazem interconectividade com o mercado ressegurador’, comentou.

Em sua visão, novos riscos estão surgindo e o mercado é extremamente moderno e dinâmico. Além disso, hoje o órgão regulador (SUSEP) está muito mais dedicado a desregulamentação e a desburocratização do segmento. O que permite que cada vez mais se tenha liberdade para trazer mais eficiência e desenvolver novos produtos customizados para atender a cada operação dos clientes.

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